Além das centenas de milhares de mortes a pandemia da COVID-19 causou inúmeros danos a diferentes setores da sociedade, dentre estes, a educação.
Durante praticamente um ano e meio em que as escolas estiveram com os portões fechados devido à crise epidêmica instalada no mundo, as escolas encontraram no sistema remoto única possibilidade de seguir em frente.
É fato afirmar que tal sistema de aulas foi e é inacessível a uma parcela significativa dos alunos, principalmente os de regiões periféricas e rurais devido à ausência das tecnologias necessárias para o acampamento das aulas.
Até mesmo dentre os alunos que possuem tais tecnologias que permitem o acesso direto as aulas remotas verificam-se baixíssimos índices de aprendizagem.
Apesar de representar economia de gastos aos estados e municípios com a evidente redução de despesas, o dito sistema remoto custou caro para a educação no que diz respeito à aprendizagem e qualidade de ensino.
Pouco se aprendeu.
No retorno as escolas em aulas presencias verifica-se a dimensão das lacunas criadas pela pandemia.
Um défice enorme de informações e conteúdos não vistos ou não assimilados pelo aluno certamente tornaram-se obstáculos na sequência da vida estudantil dos anos seguintes. Se num momento anterior à pandemia as dificuldades de aprendizagem eram enormes, hoje tomaram dimensões ainda maiores.
A volta as aulas presencias não representa apenas um retorno ao normal, mas um enfrentamento aos estragos causados pelo vírus.
Há muito trabalho a ser feito.
É hora de, ainda sobre o sereno, arrumar o que sobrou da tempestade sem esquecer das lições que ela nos trouxe.





