É noite.
Sombras na escuridão
Casulos de luzes artificiais
Silêncio vagarosamente pousado na madrugada calada.
Ao lado da cama, nudez do corpo cansado.
Esperança desfeita, ceifada a luz do dia.
O sepulcro do que é real dá vida ao sonho
Sonhos sem sensuras de desejos adormecidos e ainda não aflorados.
Mágico universo das fantasias onde tudo é possivel
E num truque de mágica
Na penumbra dos mistérios que guardam a noite
Tudo se refaz, faz-se novo mais uma vez
E a vida abre os olhos para o mundo
Em asas de borboletas saídas do casulo a perde-se na vastidão da luz do dia.
Walterli Lima





