É carnaval,
E o barulho que se ouve é o do tiro do canhão.
Da bateria anti mísseis
Dos comboios armados nas avenidas.
Homens fantasiados em uniformes de guerra.
A alegria deu lugar a dor
Os sorrisos ao medo.
Não há motivos para festa enquanto os mísseis cruzam os céus
Enquanto uma criança abandona seu lar
Rumo ao exilio das incertezas.
Fugitivos, refugiados do que tornou-se a humanidade.
No estrondar das bombas, o clarão, depois as cincas
O sangue escorrendo pelo chão
Na palidez dos rostos que fazem a guerra
Sem confetes, plumas e paetês.
O carnaval é cinza em tempos de guerra.
Por: Walterli Lima





