Pólvora e sangue nos guetos.
Homem contra homem e ao final, o que restará?
É o pranto de mães anônimas,
é o pranto desconhecido de tantas outras mães que o filho causou.
Só a dor é igual.
Acende a ideia e fica de bituca no morro.
Veste o uniforme e se despede do filho nos quartéis.
Homem contra homem e ao final, o que restará?
Tu, bicho-homem, dentre tantos bichos ao redor és o único a se devorar.
É a rua que engole, é o tráfego que atropela, é o tráfico de dor e influência.
Ao final, saímos todos sempre menores.
É o dito “mundo moderno”, mesquinho, egoísta.
E eu, da sala de estar, assistindo a tudo isto, aqui, imóvel, perplexo e inútil.
Felizes mesmo são os cães que não fazem guerra e, sem pensar, só sabem viver.
Walterli Lima





