COLUNA DO PROFESSOR WALTERLI LIMA: MEU VELHO PÉ DE JACA

Os anos sempre fazem a vida descarrilar dos trilhos das normalidades.

Outro dia, ouvi críticas a respeito de um velho amigo de mesma profissão.

Acusação: não adaptou-se as novas tecnologias.

Ele, décadas e décadas acostumado com pó do giz encobrindo as sobrancelhas, não se encontrou diante das telas vivas dos computadores e como uma vitrola no centro da sala, depois de embalar as noites , de tocar a vida em frente, tornou-se obsoleto.

Lembrei-me do velho amigo em tempos passados levado pelos braços do ímpeto juvenil.

Sonhos impossíveis , planos arquitetados mudar o mundo inteiro no dia seguinte.

Ilusões que só a juventude é capaz de criar e que tempo sempre trata de esquecer.

Uma a uma.

Cabisbaixo pelas ruas, quase não é percebido.

No quintal, avisto meu velho pé de jaca.

Centenário.

Quem hoje ver-te de galhos secos e frutos pequenos não sabes o que fostes um dia.

Restou-me de ti a sombra que tu me fazes.

Não, não serei eu a entregar-te ao machado e a fogueira .

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PM DE TIMBIRAS

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