Quem és tu?
Não sei.
Vejo-te pelo recorte que meus olhos inventam e, mesmo assim, tento dobrar-te às minhas vontades.
Teu corte de cabelo, teu gosto pela música, tuas crenças, a maneira como teus olhos percebem o mundo…
Tu és um universo desconhecido.
E se, no auge da ignorância, ainda tropeço no escuro do quintal de mim mesmo, como ousar pretender conhecer-te, se giras em órbitas tão distantes?
Somos a Terra e o Sol de galáxias afastadas.
E, ainda assim, seguro tua mão e te convido a seguir.
Se vais, não sei.
Mas se fores, te mostrarei meu mundo, e percorrerei o teu, para quem sabe nos juntarmos a milhões de anos-luz de nós mesmos.
Walterli Lima





