A vaidade é raiz de muitos dos males da humanidade, talvez por isto, seja o pecado favorito do diabo.
O sistema que governa o mundo, que corrompe os seres, tem grandes e poderosos tentáculos.
São raros os que em suas entranhas não desviam a conduta.
Há os de mau caráter, é fato, afinal o mundo está repleto destes.
Mas há os que adentram de coração puro sem más intenções e se perdem no caminho.
O meio corrompe num perfume lubridiante feito neblina na madrugada que pouco a pouco se mistura ao ambiente até toma-lo por inteiro sem se deixar perceber.
Eleva-se o ego.
Modifica-se o hábito e empodera o ser.
Aos olhos e ouvidos a vaidade passa a ser a melhor conselheira.
O ato ilícito, antes abominável, põe a máscara da naturalidade e num tudo vale nada mais é ridículo nem ao menos descabido.
Antes de tudo, a vaidade é primeiro um vazio existencial.
Virtuosa e bem-aventurada a alma despida deste mal.





