Em Timbiras, a cobrança por transparência na gestão pública ganhou novo capítulo. O presidente do sindicato dos professores, suspeito de uma efetivação duvidosa, tem exigido da prefeitura clareza na aplicação dos recursos destinados à educação. No entanto, a postura do dirigente sindical vem sendo questionada por parte da categoria, que aponta falta de transparência também dentro da própria associação dos professores.
Segundo relatos de docentes, informações sobre arrecadação, gastos e decisões internas do sindicato não são divulgadas de forma ampla, o que gera desconfiança entre os associados. Para especialistas em gestão pública e sindical, a credibilidade de quem cobra transparência depende diretamente da prática desse princípio em sua própria instituição.
A situação expõe um dilema: como exigir clareza da administração municipal se o sindicato não adota os mesmos padrões de abertura em sua gestão? O episódio reacende o debate sobre a importância da coerência e da responsabilidade institucional, tanto no setor público quanto nas entidades representativas.
O caso em Timbiras mostra que a transparência não deve ser apenas uma bandeira política, mas um compromisso prático e contínuo — condição essencial para fortalecer a confiança da sociedade e legitimar qualquer cobrança feita às autoridades.
O certo é que, o presidente do sindicato calado, ainda tá errado.





