A pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao governo do estado vem perdendo fôlego a cada dia. E isso quem diz são todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas nas últimas três semanas, consolidando cada vez mais a disputa entre o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), o secretário estadual de assuntos municipalistas, Orleans Brandão (MDB), e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim (Novo).
O principal sintoma do momento de baixa do vice-governador foi a paralisação do movimento “Diálogos pelo Maranhão”, uma estrutura grande de pré-campanha pelos municípios que gera impacto visual e tem boa repercussão. Foram duas edições neste ano.
O último evento foi em Viana, há mais de um mês. O fato de fazer na largada logo eventos grandes, lotados, com caravanas de outros municípios acabou tendo um efeito colateral. Agora, o vice não pode mais fazer reuniões pequenas pois irá passar a impressão de que a campanha está diminuindo. Então, o único jeito foi frear os “Diálogos”. Até porque com os números baixos nas pesquisas, o financiamento da pré-campanha reduz drasticamente.
Diante do cenário, para se manter com agendas, o petista, que está rompido com o governo do estado, aposta nas agendas do governo federal no Maranhão. Ele aproveitou a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, para participar de entregas do governo federal. Mas teve que dividir o holofote com o governador Carlos Brandão.
Para esta sexta-feira (10), a agenda do vice é participar da entrega de uma creche municipal na cidade de Chapadinha. A cidade é comandada pela prefeita Dulcilene Belezinha (PL). Neste momento, os únicos prefeitos que estão com Camarão são os do PL (partido de Bolsonaro) que são extremamente ligados ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que apoia a pré-candidatura do petista.
No atual contexto, colar nas agendas do governo federal e dos prefeitos de Maranhãozinho é a única maneira de Camarão seguir com agendas de pré-campanha.





