DESESPERANÇA, por professor Walterli Lima

Tudo lá fora é hostil.

A violência explícita nos guetos.

A criança esquecida na calçada.

A política corrupta e banal.

A guerra inconsequente pelo poder.

A pedra acessa nos porões da cidade.

Esperança corroída.

A humanidade habituou-se com as mazelas do mundo.

Nada mais causa espanto.

A dor camuflada em sorrisos.

O mal explícito diante dos olhos é paisagem natural.

Resignação artificial, flores de plástico na sala de estar.

A desesperança é um prato sobre a mesa, degustado aos poucos, todos os dias.
Apático, frio e sem sabor.

A cegueira social é a epidemia mais perigosa para a humanidade.

O quão é pesado o fardo dos que conseguem enxergar.

Walterli Lima

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