Duas maneiras distintas de enxergar o voto do ministro Luiz Fux

Ainda segue repercutindo o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, no julgamento do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, e mais sete réus no processo de suposta trama golpista.

O voto de Fux pode ser visto de duas formas distintas, uma pela Esquerda e outra pela Direita.

Para a Esquerda, além do voto não interferir no resultado final, que deve terminar com a condenação de todos os réus, os esquerdistas entendem que a manifestação de Fux a favor de Bolsonaro derruba a tese da “Ditadura de Toga”. Para quem enxerga dessa forma, a divergência do ministro Fux é o melhor exemplo de que as instituições estão funcionando e não existiria um complô do STF em prol do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e, consequentemente, contra Jair Bolsonaro e seus aliados.

Para a Direita, além do voto abrir a possibilidade de anulação ou reversão de uma eventual condenação a partir do voto divergente do ministro, a manifestação de Fux foi eminentemente técnica/jurídica e não política. Os direitistas fizeram questão de lembrar que antes de chegar ao STF os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que votaram pela condenação dos réus, ocuparam cargos políticos. Moraes foi secretário de Trânsito e Transporte e secretário de Segurança Pública, ambos em São Paulo, enquanto que Dino foi deputado federal, governador, senador e ministro da Justiça. Já Fux, jamais exerceu um cargo político, construiu sua carreira pública apenas no Direito, sendo delegado de polícia, promotor de justiça, juiz e desembargador. Ou seja, para a Direita reforça a tese que o julgamento é político e não jurídico, afinal entendem que os ministros que votaram pela condenação tiveram decisões políticas, enquanto o que votou juridicamente e baseado nos autos, votou pela absolvição da maioria.

Duas maneiras bem distintas de enxergar o mesmo voto, mas ambas com argumentos interessantes pelos seus respectivos pontos de vista.

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PM DE TIMBIRAS

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