Com a proximidade de mais um pleito eleitoral que se repete a cada dois anos, voltarão aos olofotes os já conhecidos jargões gritados repetidas vezes nos alto falantes da política:
” a educação é prioridade” ,
” professor tem que ser valorizado”,
” a escola é o futuro deste país”… , estes dentre muitos outros de mesma tonalidade.
Mas afinal, de fato, a educação é ou já foi prioridade ?
A resposta é facilmente dita que não .
Em pleno século XXI ainda amargamos vergonhoso e significativo número de analfabetos, principalmente nos municípios mais pobres.
O ensino apresenta grandes deficiências estruturais físicas e de aprendizagem, em maior gravidade nas regiões periféricas e rurais.
A educação de qualidade não chega à aqueles que mais dela necessitam.
O reflexo disto é o crescente aumento da violência e dos bolsões de pobreza nestas regiões.
E quanto a valorização professor?
Salas superlotas, escolas com pouca ou nenhuma estrutura, desvalorização salarial, tendo que por muitas vezes mendigar por direitos adquiridos, e apesar das inúmeras dificuldades o professor carrega nos ombros o pesado fardo de transformar a educação, fazer acontecer.
É no chão da escola , diante do quadro e de cadeiras enfileiradas que a educação realmente acontece, bem longe das salas refrigeradas de gabinetes onde se traçam planos e metas a serem executadas, muitas destas, distantes da realidade.
Muitas das palavras ditas sobre palanques eleitorias são esquecidas e perdidas ao vento.
Vários dos que proforem o falso engodo da valorização e prioridade , veem no professor uma ameaça por ser um ponto de crítica e pensamento libertador.
Como diz o velho ditado, ” um povo com instrução é um povo sem amarras”.





