EDUCAÇÃO: o engodo da valorização e prioridade, por professor Walterli Lima

Com a proximidade de mais um pleito eleitoral que se repete a cada dois anos, voltarão aos olofotes os já conhecidos jargões gritados repetidas vezes nos alto falantes da política:
” a educação é prioridade” ,
” professor tem que ser valorizado”,
” a escola é o futuro deste país”… , estes dentre muitos outros de mesma tonalidade.

Mas afinal, de fato, a educação é ou já foi prioridade ?

A resposta é facilmente dita que não .

Em pleno século XXI ainda amargamos vergonhoso e significativo número de analfabetos, principalmente nos municípios mais pobres.

O ensino apresenta grandes deficiências estruturais físicas e de aprendizagem, em maior gravidade nas regiões periféricas e rurais.

A educação de qualidade não chega à aqueles que mais dela necessitam.

O reflexo disto é o crescente aumento da violência e dos bolsões de pobreza nestas regiões.

E quanto a valorização professor?

Salas superlotas, escolas com pouca ou nenhuma estrutura, desvalorização salarial, tendo que por muitas vezes mendigar por direitos adquiridos, e apesar das inúmeras dificuldades o professor carrega nos ombros o pesado fardo de transformar a educação, fazer acontecer.

É no chão da escola , diante do quadro e de cadeiras enfileiradas que a educação realmente acontece, bem longe das salas refrigeradas de gabinetes onde se traçam planos e metas a serem executadas, muitas destas, distantes da realidade.

Muitas das palavras ditas sobre palanques eleitorias são esquecidas e perdidas ao vento.

Vários dos que proforem o falso engodo da valorização e prioridade , veem no professor uma ameaça por ser um ponto de crítica e pensamento libertador.

Como diz o velho ditado, ” um povo com instrução é um povo sem amarras”.

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PM DE TIMBIRAS

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