Basta uma crise administrativa para que analistas políticos passem a discorrer teses sobre o momento e tracem cenários da situação do gestor ora afetado. Em Timbiras, Dr. Borba tem enfrentado dissabores desde o início do segundo mandato que assanham os opositores e despertam o olhar dos analistas políticos de plantão.
Saindo das urnas no ano passado com um cacife eleitoral impressionante, a sombra e a água fresca das urnas daquele já distante 2020 tendem a parecer, a cada crise, que já não existem mais.
O recente caso da perda de muitos aliados, por conta da ingratidão do atual gestor do município deixou seus opositores eufóricos e ainda tem potencial para mais alguns dias de exposição negativa do gestor, mesmo que ele não tenha culpa no episódio.
Desde quando a atual administração começou agregar apenas os que foram contrário ao seu projeto político em 2020, o prefeito padece. Isso sem falar no desgaste da lei do IPAM, IPTU e ABONO SALARIAL, ocorrida meses antes.
Sem nenhuma voz equilibrada e sensata para dividir deveres e tarefas, Borba sofre uma solidão que somente grandes líderes conhecem.
Cercado de correligionários e amigos do poder que só lhe disparam elogios, AB carece de vozes sensatas e equilibradas para lhe apontar caminhos e o alertarem dos erros.
O fato do seu grupo hoje ser gigantesco, é natural as defecções diante de acordos não cumpridos ou favores não atendidos, daí o disparo, vez ou outra, do inevitável fogo amigo, que incomoda, faz estrago e muitas vezes dói mais que a fúria do adversário.
Borba ainda tem um capital político gigantesco.
Os percalços enfrentados nos últimos meses ainda não lhe causaram um dano irreparável.
Mas o inimigo está a espreita.
Cabe ao prefeito de Timbiras corrigir os rumos do seu governo.
Uma tarefa que só cabe a ele, pois o tempo corre e o relógio não para.





